O espaço de ensino deve ser sempre um espaço de progresso reflectido. As dinâmicas da sociedade devem nele ser projectadas, não como mimetismos imediatos, mas como lugar de análise, experimentação e elaboração de conceitos, consolidados através do exemplo dos mestres e da prática global.
Os dados da história são necessários para com eles confrontarmos (assumindo ou contrariando) os valores da contemporaneidade. Devemos perguntar-nos: o que é o "desenvolvimento" hoje? A quem tocar?
Como tocar? Quais as responsabilidades das elites culturais no processo de procura da igualdade de possibilidades?
Hoje, podemos olhar (até por experiência própria!) os manuais de estudo existentes em Portugal e reflectir: como designers de comunicação - o que fazer com isto?
A alguns: lixo! De alguns outros poderemos retirar aspectos positivos.
De que precisam os jovens como complemento ou fundamento escrito de estudo, sabendo-se que, agora, antes da palavra grafia podemos apor as palavras biblio ou net?
Este projecto pretende, não só encontrar uma forma gráfica qualificada para um livro de estudo de uma determinada disciplina do ensino secundário em Portugal, mas também apresentar-se como reflexão sobre aquilo que deve ser um manual de apoio à aquisição de conhecimentos fornecidos presencialmente, em aula, por um docente.
O design gráfico é apenas uma maneira de optimizar uma série de factores que relacionam o aluno com as matérias culturais em presença.
O modo como o designer ataca um projecto implica, da sua parte, uma consciência global, que começa na avaliação da necessidade, contextualizada numa determinada realidade social. Só depois terá de se confrontar com os problemas da forma.
Após a análise das necessidades e da contextualização social e cultural acima mencionadas, para proceder à produção gráfica do projecto parti do rigor e limpeza gráfica do Design Suíço (Estilo Tipográfico Internacional) e do trabalho gráfico excepcional de Sebastião Rodrigues - mergulhando na imensidão das suas paletas cromáticas improváveis, dos seus desenhos e padrões irreprimíveis - fruto de um profundo escrutínio do tema a que servem - do seu humor e da sua parcimónia com o uso de qualquer elemento gráfico, procurando infundir "ares" do seu legado intemporal num manual de Biologia actual.
O trabalho partiu de uma análise e registo de formas e figuras predominantes no manual e no tema nele presente: A vida e os seres vivos - 1. crescimento e renovação celular / 2. reprodução / 3. evolução biológica / 4. sistemática dos seres vivos.
Com essa recolha de formas e símbolos foi criado um padrão abstracto, e experimentei aplicá-lo no jogo do recorte de papel que me inspirava na altura, considerando-o simultaneamente pertinente para o consumidor do livro. Assim, foi criada uma linguagem gráfica fortemente relacionada com o conteúdo do objecto, sem recorrer ao imaginário mais básico e óbvio desse universo, apelando antes ao desenho e à imaginação.
As cores escolhidas partem da necessidade de fugir igualmente às cores primárias constantemente utilizadas nos manuais escolares (do secundário e não só) e da vontade de conferir ao livro um estatuto justo de um manual de conhecimentos para jovens de secundário, ao invés de um mero livro com informação sem quaisquer hierarquia ou estimulo visual, contribuindo para o entendimento mais eficaz do seu conteúdo e um maior prazer na sua análise.
Os dados da história são necessários para com eles confrontarmos (assumindo ou contrariando) os valores da contemporaneidade. Devemos perguntar-nos: o que é o "desenvolvimento" hoje? A quem tocar?
Como tocar? Quais as responsabilidades das elites culturais no processo de procura da igualdade de possibilidades?
Hoje, podemos olhar (até por experiência própria!) os manuais de estudo existentes em Portugal e reflectir: como designers de comunicação - o que fazer com isto?
A alguns: lixo! De alguns outros poderemos retirar aspectos positivos.
De que precisam os jovens como complemento ou fundamento escrito de estudo, sabendo-se que, agora, antes da palavra grafia podemos apor as palavras biblio ou net?
Este projecto pretende, não só encontrar uma forma gráfica qualificada para um livro de estudo de uma determinada disciplina do ensino secundário em Portugal, mas também apresentar-se como reflexão sobre aquilo que deve ser um manual de apoio à aquisição de conhecimentos fornecidos presencialmente, em aula, por um docente.
O design gráfico é apenas uma maneira de optimizar uma série de factores que relacionam o aluno com as matérias culturais em presença.
O modo como o designer ataca um projecto implica, da sua parte, uma consciência global, que começa na avaliação da necessidade, contextualizada numa determinada realidade social. Só depois terá de se confrontar com os problemas da forma.
Após a análise das necessidades e da contextualização social e cultural acima mencionadas, para proceder à produção gráfica do projecto parti do rigor e limpeza gráfica do Design Suíço (Estilo Tipográfico Internacional) e do trabalho gráfico excepcional de Sebastião Rodrigues - mergulhando na imensidão das suas paletas cromáticas improváveis, dos seus desenhos e padrões irreprimíveis - fruto de um profundo escrutínio do tema a que servem - do seu humor e da sua parcimónia com o uso de qualquer elemento gráfico, procurando infundir "ares" do seu legado intemporal num manual de Biologia actual.
O trabalho partiu de uma análise e registo de formas e figuras predominantes no manual e no tema nele presente: A vida e os seres vivos - 1. crescimento e renovação celular / 2. reprodução / 3. evolução biológica / 4. sistemática dos seres vivos.
Com essa recolha de formas e símbolos foi criado um padrão abstracto, e experimentei aplicá-lo no jogo do recorte de papel que me inspirava na altura, considerando-o simultaneamente pertinente para o consumidor do livro. Assim, foi criada uma linguagem gráfica fortemente relacionada com o conteúdo do objecto, sem recorrer ao imaginário mais básico e óbvio desse universo, apelando antes ao desenho e à imaginação.
As cores escolhidas partem da necessidade de fugir igualmente às cores primárias constantemente utilizadas nos manuais escolares (do secundário e não só) e da vontade de conferir ao livro um estatuto justo de um manual de conhecimentos para jovens de secundário, ao invés de um mero livro com informação sem quaisquer hierarquia ou estimulo visual, contribuindo para o entendimento mais eficaz do seu conteúdo e um maior prazer na sua análise.
ESBOÇOS + INSPIRAÇÕES | SKECTHES + INSPIRATIONS



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